A RESSURREIÇÃO DE JESUS: HÁ PROVAS DISSO?

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A ressurreição de Nosso Senhor Jesus marca um acontecimento único na história da salvação. Jesus vence a morte e nos entrega novamente a nossa liberdade.

Talvez, para a maioria das pessoas, seja fácil entender que Nosso Senhor vence a morte. Mas o que significa: entregar novamente a nossa liberdade?

Mas, além dessa revelação importante, há alguma prova de que Nosso Senhor Jesus Cristo realmente ressuscitou?

Ressurreição antes de Jesus

Assim como eu, você já deve ter lido na Sagrada Escritura casos de “ressurreições”. No Antigo Testamento, encontramos ao menos três relatos:

  • O filho da viúva de Sarepta: ressuscitado por Elias (1 Reis 17,17-24).
  • O filho da sunamita: ressuscitado por Eliseu (2 Reis 4,32-37).
  • O homem no túmulo de Eliseu: um homem ressuscitou ao tocar nos ossos de Eliseu (2 Reis 13,20-21).
 

Já no Novo Testamento, o caso mais marcante é o de Lázaro, irmão de Marta e Maria (João 11,1-44).

No entanto, embora apareça o termo ressurreição, essas pessoas não ressuscitaram de fato. O que aconteceu foram milagres, mas não A RESSURREIÇÃO.

Essas pessoas voltaram a viver em seu estado natural, na vida comum, tanto é que voltaram a morrer.

Ressurreição de Lázaro por Jesus Cristo

A Ressurreição – Corpo Espiritual

Jesus foi o primeiro a ressuscitar de forma gloriosa. Nosso Senhor nasceu de forma sobrenatural, mas assumindo toda a natureza humana, exceto o pecado (Hebreus 4,15).

Nosso Senhor nasceu envolvendo-se na natureza humana, em um corpo naturalmente perecível, sujeito ao tempo e às intempéries da vida.

Portanto, ao deixar-se ser crucificado, Jesus morre na cruz (João 19,30) e é sepultado em uma gruta (Mateus 27,59-60).

Mas, como prometido, Ele retoma a sua vida. Porém, agora, aquele corpo que assumiu ao nascer é glorificado e imperecível.

Jesus é o primeiro a ressuscitar com o mesmo corpo, porém glorificado, isto é, incapaz de sofrer as consequências do tempo e da morte.

Vejamos o que o Catecismo da Igreja Católica diz sobre a ressurreição, no parágrafo 990:

A palavra «carne» designa o homem na sua condição de fraqueza e mortalidade. «Ressurreição da carne» significa que, depois da morte, não haverá somente a vida da alma imortal, mas também os nossos «corpos mortais» (Rm 8,11) retomarão a vida.

O corpo glorioso é o estado transformado e definitivo do corpo humano após a ressurreição dos mortos, quando a vida incorruptível é restituída aos corpos pelo poder de Deus.

De acordo com o Catecismo, todos os homens ressuscitarão com o próprio corpo que possuem agora, mas este será transformado em corpo glorioso ou corpo espiritual.

Provas da Ressurreição de Jesus

Embora a grande maioria dos céticos considere a Sagrada Escritura apenas como um conjunto de livros religiosos, de fato o é.

No entanto, a Bíblia é a fonte primária que apresenta informações claras sobre a ressurreição gloriosa de Jesus.

Os Evangelhos foram escritos anos depois do grande acontecimento. Dois dos quatro Evangelhos foram escritos por apóstolos.

Os Apóstolos Pedro e João estavam presentes quando Maria Madalena afirma que o túmulo do Senhor está vazio.

Depois, quando os apóstolos estavam reunidos, com exceção de São Tomé, o Senhor se apresenta diante deles como o Ressuscitado (João 20,19-23).

O Santo Sudário

O Santo Sudário, ou Sudário de Turim, é uma das relíquias mais importantes e desafadoras que apontam para a ressurreição de Jesus.

Embora, academicamente, não se afirme de forma conclusiva que este pano de linho tenha sido de Jesus, a Igreja o guarda considerando sua autenticidade como possível.

Esse dado é importante. Embora a Igreja permita que a ciência investigue o manto que teria coberto Jesus, a tradição o reconhece como verdadeiro.

Ressurreição de Jesus - o Santo Sudário ou Manto de Turim

O Sudário de Turim é uma peça de linho com 4,4 metros por 1,1 metros, que apresenta a imagem em negativo de um homem crucificado.

O Sudário está preservado na Catedral de São João Batista, em Turim, na Itália. Sua trajetória documentada começou por volta de 1354, em Lirey, na França.

Existem tradições de que o tecido passou por Jerusalém, Edessa e Constantinopla. A peça pertenceu à Casa de Saboia de 1453 até o ano de 1983.

Desde 1983, o Santo Sudário foi oficialmente legado à Santa Sé. Hoje, ele permanece sob a guarda da Igreja como um dos seus maiores tesouros.

Conclusão

Diante de tudo isso, a ressurreição de Jesus não é apenas um símbolo ou uma ideia espiritual. Ela é um acontecimento real, único e transformador.

Cristo não apenas voltou à vida, como aconteceu com outros antes d’Ele, mas inaugurou uma nova realidade: a vida gloriosa, definitiva e incorruptível.

E é justamente nessa promessa que se fundamenta a nossa esperança. Assim como Ele ressuscitou, também nós somos chamados a participar dessa mesma vida nova.

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